Como contar para minha mulher que sou cuckold?
Quando o assunto é fetiche e fantasia as pessoas se acanham em falar sobre o assunto. Me lembro até hoje quando uma amiga veio me contar apavorada sobre seu crush ter lhe contado que era um cuckold.
Uma reação típica e
normal para a maioria das mulheres. Aliás, se você chegou aqui de paraquedas e
também não conhece esse fetiche, eu te explico.
Ser um cuckold é sentir
prazer em ver sua esposa ou seu parceiro fazendo sexo com outra pessoa. Não
necessariamente ver, alguns se satisfazem só de ouvir a história pelo seu cônjuge. É uma fantasia mais comum do que se imagina.
Tem muitos sites por aí
que definem esse fetiche como um marido que gosta de ser corninho, mas se a
definição de corno é quando a pessoa não sabe que está sendo traída, logo para
mim não faz sentido defini-lo como corno.
E como contar para ela
que você tem vontade de realizar esse fetiche?
Assim como na vida e no
direito, tudo depende (haha). Infelizmente a falta de diálogo entre os casais é
o maior veneno dos relacionamentos, e quando o assunto é sexo, piora um pouco
mais, pois chega num determinado momento do casamento que ambos ignoram o elefante
no quarto, ou seja, fogem desse tipo de tema porque não sabem como conversar.
Daí a importância de se
dedicar ao relacionamento no dia a dia, procurar ler sobre esses assuntos, assistir
canais no Youtube, filmes ou séries sobre sexualidade. Conteúdo não falta mais
hoje em dia e relacionamento é como uma planta, precisa ser cuidado para não secar
e morrer.
Então essa conversa
depende muito de qual nível de intimidade de vocês, mas a maneira mais segura
de começar, independente de quanto tempo de relacionamento o casal tem, é aos
poucos.
Não comece contando de
cara e tudo de uma vez, pois assusta, principalmente se nunca existiu esse tipo
de assunto entre o casal. Minha dica é que, quando vocês estiverem num momento
íntimo, fale no ouvido dela, de maneira suave, que ficaria muito excitado se a
visse transando com outro.
E espere a reação, se ela
travar, ignore e mude de assunto, pode, por exemplo, perguntar que outra
fantasia ela gostaria de realizar com você, se ainda assim ela te questionar,
seja sincero, fale sobre o seu fetiche, mas que entende se ela não quiser
realiza-lo.
Se ela entrar na onda,
dizer que também iria adorar fazer isso, você saberá que existe uma porta
aberta aí para essa conversa. Aproveite aquele momento depois do sexo para
tocar no assunto, sempre de uma forma leve, sempre pressionar, peça que ela
pense sobre o assunto.
Vocês podem também começar
uma brincadeira onde você se veste de alguma fantasia e se de outro nome, diga
a ela que durante esse momento sexual, só poderá te chamar com o nome
combinado.
Depois do sexo, conversa
para ver como ela se sentiu, a partir daí podem combinar melhor como será essa
experiência, quem serão o felizardos a ajudar nessa fantasia e por aí vai.
Todo mundo tem algum tipo
de fantasia, pode até não revelar, mas provavelmente tem, e contar sobre isso a
outra pessoa exige realmente um grau maior de intimidade.
Agora, pense assim, se compartilhar
uma fantasia de cuckold é difícil, imagina para o cara que tem fantasia de
transar com uma mulher trans, não tem nada demais, mas explica isso para a
parceira (o), muito mais difícil, né?!
Infelizmente somos uma
sociedade hipócrita, que em público os homens precisam usar do véu do machismo
e esconder seus desejos sexuais com penalidade de ter sua masculinidade
duvidosa quando o fazem, inclusive por nós mulheres também, muitas são até mais
preconceituosas que os homens.
Por isso, o segredo é o
diálogo, que é um terreno movediço, se não souber lidar, afunda tudo. Então vá
aos poucos, com cautela que se chega lá.
P.S. uma observação
importante: fetiche e fantasias são coisas diferentes, fetiches é algo
constante do desejo de alguém, já a fantasia é algo que depois de realizado acaba,
então, para alguns homens existe a fantasia cuckold e para outros é de fato, um
fetiche.
Quer uma consultoria pessoal para conversar sobre o assunto?
Me escreva: lindahonorato8@gmail.com

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